“Não sei como seria se eu fosse afeminado”: uma análise dos processos identitários das masculinidades de homens gays nos espaços agroecológicos.
- Núcleo GERU

- 9 de nov. de 2024
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SILVA, José Claudivam da; JALIL, Laeticia Medeiros; TOITIO, Rafael. “Não sei como seria se eu fosse afeminado”: uma análise dos processos identitários das masculinidades de homens gays nos espaços agroecológicos. Convergências e divergências: mulheres, feminismos e agroecologia, v. 16, n. 1, 2021. Seção: Trabalhos apresentados sobre Mulheres, Feminismos e Agroecologia.
AUTOR
José Claudivam da Silva
TIPO DE PUBLICAÇÃO
Artigo.
TÍTULO
“Não sei como seria se eu fosse afeminado”: uma análise dos processos identitários das masculinidades de homens gays nos espaços agroecológicos.
RESUMO
O presente trabalho visa investigar os processos identitários da produção de masculinidades a partir dos papeis atribuídos aos homens gays nos contextos rurais e agroecológicos, bem como analisar situações de afeminofobia que emergem devido a prevalência de traços e padrões de cisheteronormatividade presentes no meio social. A partir do viés do binarismo de gênero, onde a aproximação com traços de feminilidade implica na desvalorização da identidade masculina, uma vez que esta perde o lugar de prestígio atribuído aos traços mais comuns do masculino, buscaremos compreender como homens gaysse inserem nesse processo de produção de masculinidades em espaços de reprodução das lógicas dicotômicas estruturantes do binarismo inseridos no meio rural. Deste modo, os estudos de gênero nos possibilitam discorrer acerca das questões da produção de masculinidades, bem como pensar sobre como a afeminofobia – preconceito contra homens gays afeminados – e quais as suas condições de marginalização evidenciadas pelo afastamento do padrão de gênero masculino preestabelecido, onde ser feminino e/ou afeminado está associado, ao longo da história, à passividade, docilidade e submissão. Ressaltando a agroecologia enquanto lugar de ruptura da invisibilidade dos sujeitos que a constroem historicamente, visando garantir suas autoafirmações identitárias e reafirmações de suas existências, de modo a pensar as ressignificações das expressões das masculinidades e sua relação com o feminino e a feminilidade como rompimento da norma cisheteroestruturante de prevalência do homem/masculino sobre a mulher/feminino.

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