Mulheres no “olho do furacão”: a costura de sistemas agroalimentares sustentáveis em tempos de pandemia - Rodica Weitzman para Agência Bori
- Núcleo GERU

- 8 de nov. de 2024
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A pandemia trouxe à tona vulnerabilidades socioecônomicas latentes, que se revelam dentro de um furacão que arrastou famílias de comunidades rurais e urbanas, com diferentes graus de intensidade, pela força de sua ventania devastadora. As repercussões nocivas desta crise certamente têm ganhado mais atenção nas narrativas dos veículos de comunicação. Elas, no entanto, nem sempre dão voz aos sujeitos diretamente envolvidos.
O outro lado, que precisa ser melhor visibilizado, é composto por coletivos, redes e movimentos sociais – muitos protagonizados por mulheres – que constroem estratégias que podemos nomear de gestos de “cuidado coletivo”, envolvendo a produção, doação, troca e comercializacão de alimentos agroecológicos. São movimentos que lutam pela segurança e soberania alimentar e pela defesa dos territórios. Ao jogar luz nestas práticas, podemos ressignifica-lás como formas de resistência e de re-existência que ganham expressividade em situações vivenciadas “no olho do furacão” – perante os altos índices de insegurança alimentar e pobreza que se agravaram ao longo da pandemia, e que se conjugam, de maneira perversa, com a privação de direitos.
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